08/04/2011
Definitivamente, as melhores fotos que fiz foram fora de hora. Sabe quando você está com a câmera, mas não tem um real motivo?

Era março de 2007 e eu estava assistindo o pôr do sol, lá de cima do Corcovado, quando percebi que alguma coisa se mexia no chão. Era o Bernando, andando "de gatinho". Não sei quem é o Bernardo, nem quantos anos ele tinha na época. Só lembro da frase: Olha Bernardo, sujou a mão. A câmera já estava no ponto e cliquei. Hoje, o Bernardo é o personagem de uma das minhas fotos favoritas (essa aí de cima) e espero que ele nunca me processe por não ter pedido uma autorização de uso de imagem.




Era março de 2007 e eu estava assistindo o pôr do sol, lá de cima do Corcovado, quando percebi que alguma coisa se mexia no chão. Era o Bernando, andando "de gatinho". Não sei quem é o Bernardo, nem quantos anos ele tinha na época. Só lembro da frase: Olha Bernardo, sujou a mão. A câmera já estava no ponto e cliquei. Hoje, o Bernardo é o personagem de uma das minhas fotos favoritas (essa aí de cima) e espero que ele nunca me processe por não ter pedido uma autorização de uso de imagem.
Aproveitando o assunto: Adoro spyshot. Principalmente quando o personagem é uma criança. Os pais não devem gostar muito quando percebem que seus filhos estão sendo fotografados (e eu também não gostaria se fosse comigo - mas pediria uma cópia da foto!), mas não podem negar que fotografar criança é maravilhoso. Os adultos, quando estão perto de uma câmera, fazem pose e olha, eu odeio pose! Gosto da foto espontânea, de fotograr sem ser percebida e spyshot é isso. É difícil (pelo menos pra mim), fotografar algo programado...

Também em março de 2007 (foi uma época boa, hein!), quando eu saia de casa às 6h40 para ir ao colégio, voltei. Brigitte tinha ficado em cima da mesa. Pra quem não sabe, Brigitte é minha ex-câmera (uma Sony W30 prateada). Não podia sair sem a Brigitte, nenhum dia. Nesse dia, em especial, fiquei orgulhosa da minha mania estranha. Enquanto caminhava em direção ao ponto de ônibus (sempre olhando pro chão, pra não tropeçar), vi uma borboleta. Parei, analisei. É, era uma borboleta mesmo! Tirei Brigitte do bolso e encostei no chão, ao lado da borboleta. Nunca gostei tanto de um macro como esse. Sem olhar no visor, sem nada.

Em dezembro de 2006, fiz uma das coisas que mais gosto na vida: fui ao Arpoador assistir o pôr do sol. Não bato palmas, como muita gente faz. É só uma mania que passou da minha mãe pra mim, deixo os detalhes pra outro post. Enfim... Nesse dia, o primeiro dia do verão, fui com a minha madrasta (que não gosta de ser chamada de madrasta, mas tem menos caracteres que "a namorada do meu pai", então uso) assistir o pôr do sol lá, no Arpoador. Quando estavamos chegando, começou a chover. Viagem perdida? Não. Quando estavamos voltando pra casa, o sol resolveu se mostrar um pouquinho, como vocês podem ver acima.

Fui à Bahia e não foi a melhor viagem da minha vida. Não gosto de carnaval (fui em Setembro) e, apesar do lugar bonito, não gostei. Bonito pra fotos, talvez, apesar de não ter conseguido muita coisa lá. Quer dizer... Consegui essa, tirada da janela do carro, enquanto estavamos parados num sinal de trânsito. Um ótimo momento e sem dúvida o lugar perfeito pra fotograr.
Falei da Brigitte lá em cima e, pra finalizar esse post sobre fotografia, vou contar pra você um pouco sobre as minhas câmeras. Minha primeira foi amarela, daquelas próprias pra criança. Ganhei do meu pai, eu acho, e tinha uns 8 anos. Fiz fotos horríveis com ela. Nunca me dei bem com aquele visorzinho... Acho que por isso não me interessei por fotografia até uns 12 anos. A Isabel, uma Sony P20 azul, chegou na minha vida meio que sem preparação. Minha avó recebeu um dinheiro atrasado e resolveu me dar um presente. Na época, ela custou mil reais. Acho que era 2002 e pouquissima gente tinha câmera digital.
Foram 3 anos de amizade com a Isabel. Ótimas fotos, apesar de seus (só) 1.3 megapixels. Ninguém se dava bem com a Isabel e ela nunca gostou de ser emprestada. Passamos momentos maravilhosos, até que um dia ela cansou... Em 2006 ganhei a Brigitte, já citada no texto. Bem mais magra que a Isabel, Brigitte morava no meu bolso e raramente saia de casa sem ela. Fazia os melhores macros (foto bem de perto) que eu já vi. O problema da Brigitte foi o ciúme.
Não é só de macro que se vive, né? Isabel não tinha zoom. Brigitte tinha 3x de zoom e perto do natal de 2007 eu resolvi que queria mais. Meu presente foi a Joan, uma H9 semi-profissional preta, com 15x de zoom. Está aqui até hoje e devo muitos spyshots à ela. Em 2009 a Brigitte resolveu que não dava mais pra aguentar o ciúme que sentia da Joan e parou de ligar. Foi horrível... Perdi a minha companheira de bolso! No mesmo dia juntei todo o dinheiro que tinha e fui atrás de uma nova. Aí veio a Grace, W200 vermelha, rebelde. Só faz fotos boas quando acha que deve e constantemente preciso tirar a Joan da bolsa (deixo um pouco de lado por ser grandona), já que a Grace não colabora.
Atualmente uso o celular, um Nokia 5530, pra fazer fotos rápidas. Não saio todos os dias com as minhas câmeras e nesse momento você deve estar pensando: Essa louca botou nome em todas as câmeras e as trata como se fossem pessoas. Ou não.
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